De um lado a loira do SBT, Eliana, que de volta à sua casa, comanda um programa que leva o seu nome e tem a sua cara; Do outro, Ana Hickmann, a loira da Record, que ganhou a chance de assumir o antigo programa da Eliana. Pois é, comecemos por aí. Hickmann comanda um programa que já estava pronto, enquanto Eliana construiu um projeto do zero, com tudo e todos que queria, com direito a um cenário lindo, de deixar até Hebe Camargo com inveja... O Brasil têm duas loiras aos domingos na TV, disputando, em partes, o mesmo horário... Qual assistir?
Analisando os números de audiência, a resposta até que está fácil. Desde sua estréia, Eliana vem dando boa audiência para a emissora de Silvio Santos, conseguindo a vice na média em todos os programas já exibidos. No programa de estréia, com Maísa no palco, Eliana alcançou por alguns minutos, o 1° lugar. Muito se falou de "fogo de palha", ou que a façanha só foi possível graças à presença da prodígio-apresentadora-fenômeno-mirim Maisa Silva, porém, uma semana depois, a loira do SBT mostrou o quanto cresceu durante estes anos, e protagonizou algo que o SBT já estava com saudades - Eliana ficou mais de uma hora em primeiro lugar, desbancando o Faustão, da Globo.
Um novo quadro do "Programa Eliana" chamou a atenção - Trata-se do game-reality: "Os opostos se atraem", que já está dando o que falar. Nele cada participante faz par com alguém de características opostas, sendo cada uma das três duplas formada por um famoso e um anônimo. A dupla que se sair melhor nos desafios (o participante deverá aprender algo que não goste, ensinado por seu "oposto"), por voto popular, ao final de um mês, levará R$ 20 mil reais.
Enquanto na emissora do Bispo, Ana Hickmann, a princípio rotulada de "tapa buraco", parece que mesmo perdendo na audiência para a Eliana, continuará apresentando o "Tudo é possível". Tirando o que a Eliana levou, o programa praticamente permaneceu intacto, o que na minha opinião foi um erro. Quando assisti Hickmann na apresentação do programa, não gostei de forma alguma do comando dela. Não vejo a Ana com perfil para este programa, mesmo indo em viagens como Eliana, e se aventurando. O que a Record deveria ter feito era ter reformulado absolutamente tudo. Vamos colocar a Ana Hickmann no domingo? Por que não? Não havia muita escolha. Mas era preferível que fizessem direito. Um programa novo - até porque, nem o nome do programa me parece fazer sentido hoje, mas enfim... - novos quadros, nova roupagem, algo que tivesse mais a cara da Ana Hickmann. Volto a dar minha humilde opinião: se querem saber, nem assim Hickmann seria páreo para Eliana.
Talvez fosse questão da Record repensar a atração à concorrer com a loira do SBT, que se porta cada vez melhor. A Record deve se preocupar menos em copiar discaradamente, e trazer coisas novas pelo bem da TV brasileira e dos telespectadores (#prontofalei). A rede do Bispo tentou lançar uma nova Maisa, no próprio "Tudo é possível", uma "pena" que pouca gente viu, já que nesse dia Eliana reinava, enquanto a Record se via na terceira colocação. Mas vamos deixar o papo de cópia para quando o assunto for Gugu na Record. (Em breve, neste blog).
Fato é que muitos dos que assistem (ou tentam assistir) a loira da Record não aprovam, dizem que não há química, não houve encaixe. E o que dizem as línguas afiadas? (eu sei que vocês gostam de ler esta parte...) Pouco se sabe, mas é provável que se o programa não ameaçar uma melhora na audiência, ele esteja com os domingos contados... Dizem ainda, que Gilberto Barros está com um pé na Record, e poderia assumir o horário. Será?
Queridos leitores, peço desculpas pelo período extenso sem novos posts, e espero que isso não volte a se repetir. Já estou com novas pautas em mente, e portanto prepararei textos quentes pra vocês... Uma prévia? Bom... Teremos mais textos sobre a disputa dos domingos entre SBT e Record, textos sobre novos programas, e não irá faltar bombas e línguas afiadas.
Como é praxe, vou deixar minha opinião/recomendação... Mas desta vez, como se trata de duas loiras, a opinião/recomendação também é dupla: O programa não reformulado, "Tudo é possível", hoje, de Ana Hickmann, em minha humilde opinião: NÃO vale a pena ver mais. O "Programa Eliana", do SBT, feito à "imagem e semelhança" da loira, se mostra interessante e divertido para toda a família, e VALE A PENA VER SEMPRE.
Eu esperei "A fazenda" terminar e a poeira baixar para escrever este texto, mas acho que não foi o suficiente pra acalmar meus dedos. Mas vamos lá. "A fazenda" foi a aposta/reality da Record, e não é que deu certo? É... quer dizer, deixemos isso pra depois, pra já vou explicar sucintamente o programa. Se você é fã de reality shows, há uma definição simples de compreender: "A fazenda" consiste em um reality show que mescla três realitys conhecidos: "Big Brother", "Casa dos Artistas" e "The Simple Life" (se é que podemos chamar "The Simple Life" de reality...) Então assim definimos: confinamento de vários participantes, submetidos a provas, voto popular, não ter contato exterior e ter como divertimento festas, quase sempre, muy calientes; combinadas à participantes famosos, ou pseudo famosos, lidando com situações de vida simples, tratando dos animais e realizando atividades rotineiras de uma fazenda. No mínimo, interessante.
A origem do reality "A fazenda", não foge a regra, não é brasileiro, é um formato italiano, que a Record comprou. Catorze (semi) celebridades foram destinadas aos afazeres de uma fazenda de Itu, para um programa de 12 semanas. Cada semana acontece um desafio, o perdedor está automaticamente na "roça" (o paredão), o segundo indicado vem do voto dos participantes, e o terceiro é indicado pelo "fazendeiro" da semana (líder). O reality oferece prêmio de 1 milhão de reais para o participante campeão, o último que restar. O vice campeão embolsa R$ 500 mil.
O reality da Record foi (MAL) apresentado por Britto Jr (que apresentava antes o "Hoje em dia"). Britto não tem o perfil de apresentador de reality, é muito parado, desanima ao invés de contagiar, e não sou o primeiro e muito menos o último a falar isso, o apresentador recebeu diversas críticas durante toda a exibição do reality. Falarei mais dele depois.
Vou enumerar agora algumas decepções que "A fazenda" proporcionou aos telespectadores (além do apresentador): 1. As celebridades convidadas eram artistas de pouco prestígio e sumidos, ao contrário do prometido. Muito se falou em trazer artistas realmente de nome, ao contrário do que o SBT supostamente fazia na "Casa dos Artistas". Mas não foi bem o que ocorreu. Os artistas mais expressivos de "A Fazenda", eram: Dado Dolabella (ator e cantor?), Pedro Leonardo (cantor/músico), Carlinhos Silva (humorista e cantor?), Dani Samambaia (exibicionista do "Pânico na TV"), Babi Xavier (apresentadora e atriz?) e Danni Carlos (cantora e recordista como participante de reality show a ficar mais dias sem tomar banho). Metade dos que citei estavam apagados da atenção da mídia, e a outra metade, figuravam como coadjuvantes por aí. Os demais artistas convidados da casa eram duas vezes menos conhecidos que os mencionados.
"A fazenda" começou fria, gelada, e depois pegou fogo com os primeiros barracos. Primeiramente protagonizados muitas vezes por Theo Becker, além de diversas discussões originadas pelo ator Dado Dolabella ao longo do programa. Agora vem a decepção que o programa nos proporcionou número 2: 2. Outra novela dentro do reality que merece destaque é como Babi Xavier foi humilhada. O tal Miro, que se envolveu com ela, dizia nas suas costas, que só lhe dava atenção por pena, além de várias outras críticas, que a carente Babi só viu quando saiu. A apresentadora protagonizou cenas histéricas e degradantes. Gostaria de saber a posição dos fãs a respeito, e onde esconderam a cara. Injustiçada? Talvez, mas acho que entrar no programa não fez bem à apresentadora, de fato, era melhor ela não ter ído. Depois destes ocorridos, "A fazenda" se portou meio morna, exceto alguma discussão rotineira envolvendo Dolabella, ou algumas verdades cuspidas por Carlinhos, vulgo "Mendigo".
Vamos focar atenção nestes últimos dois citados. Na humilde opinião deste jovem blogueiro que aqui escreve, Dado Dolabella, dentro de "A fazenda". foi o ator que ele nunca havia sido em nenhuma novela que atuou. A fim de (tentar) apagar sua ficha de bad boy, com um passado envolvendo brigas com Luana Piovani e João Gordo (entre outros, vale lembrar...) Dado assumiu uma postura de bom menino - olhar inocente, voz mansa. Isso provocava a indignação de alguns participantes, entre eles o próprio Carlinhos, que não suportava viver com a falsidade do ator. Carlinhos era tido como favorito desde as primeiras semanas do reality. Seu bom humor, carisma, sinceridade e uma bela história triste de vida, traçavam o perfil de pessoa humilde tão admirado pelo público em reality shows. Agora vem as decepções número 3, 4 e 5:
3. O primeiro grande susto que a "roça" (ou paredão) da fazenda proporcionou foi a saída de Pedro, cotado como um dos favoritos. A saída de Pedro e permanência de Dado (recordista de indicações) e de Danni Carlos (que só cheirava e fedia por não tomar banho regularmente, mas de fato não acrescentava muito para a casa, era vista como alvo fácil de derrubar) estranhou telespectadores e participantes, sobretudo, Carlinhos.
4. Não sei se a 4ª decepção foi a gota d'agua, ou se realmente o copo só transbordou na próxima. Mas enfim, o inacreditável para os críticos de plantão e telespectadores ocorreu: Dado e Danni ficaram, Carlinhos saiu. Como? Essa pergunta ecoa na cabeça de muitos até hoje. A esta altura formou-se uma indignação por parte da grande massa de telespectadores, muitos inconformados com a saída de Carlinhos, e ainda mais chocados com a permanência dos outros dois. De verdade, ouvi muito a frase: "A fazenda já terminou para mim, sem o Carlinhos perdeu a graça...". Mas claro que até quem falou isso não iria deixar de ver a "grande" final do reality, e aí vem a 5ª decepção.
5. Após ler inúmeras críticas aos candidatos da final, a maioria absoluta contra Dado, e muitas lamentações pelo último eliminado, estava convicto que se forças exteriores não conspirassem, Danni Carlos teria uma vitória tranquila. Já que, fãs de Carlinhos, Pedro, e muitos outros dos eliminados, estavam a favor da cantora, e o fato do Dado já ter a rejeição de muitas pessoas bem antes de atuar no reality. Só que para decepção total, e para acabar com a reputação do reality, a Record anunciou uma vitória ESMAGADORA de Dado sobre Danni. Diferenças inacreditáveis e nunca antes vistas em finais de reality. Como é possível??? Se em toda minha jornada pela internet, dias antes da votação, eu não li em qualquer Twitter ou blog uma, se quer, uma, manifestação favorável ao Dado? Terei eu percorrido caminhos cibernéticos fora do real? Ou teria a rede Record apresentado um dos maiores desrespeitos à inteligência dos telespectadores? Façam suas apostas.
O que dizem as línguas afiadas? Diria ainda, super afiadas! Elas apresentam duas teorias para a vitória de Dado Dolabella:
1) Pepita, mãe de Dado, teria contratado um Call Center para ficar exclusivamente e exaustivamente ligando para votar a favor de Dolabella em cada "roça", ou seja, votando para eliminar o candidato mais forte, e assim, o tempo todo facilitando o lado do ator que se diz cantor. Há muitas informações e blogs, que afirmam que esta teoria é verdadeira, e completamente constatada até pela Record... Ah, a Record... falemos dela agora...
2) Nesta teoria, a Record seria a juíza a decretar o rumo do reality, desprezando o voto popular, e assim, manipulando seus números. As línguas mais-que-afiadas dizem ainda que não só a final foi manipulada, como provavelmente, todo rumo da "A fazenda" já era conhecido antes mesmo dela começar. Dizem ainda, que o próprio Dado sabia, pois vigorou uma conversa entre ele e a cúpula da Record antes do programa começar, a fim de utilizar o reality para superfaturar, positivamente, a popularidade do ator. Qual propósito disso? O que a Record ganharia? Ué, o protagonista da próxima novela - O recém ganhador do reality mais novo da TV brasileira, que posou como bom moço o tempo todo, atuando como certinho, pinta de galã, e além de tudo, vencedor. Prato cheio para alavancar a audiência da próxima novela da casa.
Verdade ou não, a reta final de "A fazenda", para mim, sem dúvidas, foi muito estranha e proporcionalmente decepcionante. O dia da final, por si só, foi péssimo, principalmente pelo comando de Britto Jr, que como já disse em linhas anteriores, não tem perfil para reality. Conduzia de forma lenta e mais desanimava do que outra coisa. Não há como negar que ele tentava, se esforçava, mas fazenda não é a praia dele. O pior era vê-lo imitar, sem qualquer sucesso, o Pedro Bial. Mencionando trechos de obras de autores famosos, citando provérbios, etc De forma a ser menos que um genérico de Bial. Britto lia tudo que falava, até uma frase simples como: "Eu amo todos vocês que participaram do programa", ou seja, seus discursos a la Bial já estavam devidamente redigidos antes, e não eram ditos no calor do programa. Falem o que quiser, mas, simplesmente, na minha opinião, ele não serve para apresentar um reality.
O que já sabemos é que haverá "A fazenda" 2, 3, 4, e quantas o saco do telespectador suportar, mas há quem diga que Britto Jr não está confirmado como apresentador. Não sei se procede, mas não me espantaria se a Record desse um 3° programa ao novato Rodrigo Faro (que já apresenta "O Melhor do Brasil" semanalmente, e "Ídolos", sazonalmente). O apresentador apesar de recente na função, é, ao menos, mais animado que Britto.
O que valeu a pena no reality, sem dúvida, foi trazer, "algo novo" pra tv aberta e apimentar as disputas de audiência. Apesar de ser um realityshow, e de ter um formato não tão desconhecido (como eu já expliquei nas primeiras linhas do texto), soou como novidade para os telespectadores, que deram uma boa audiência ao programa. No começo, o reality ficava na vice isolada. Capítulos depois, roubava o primeiro lugar da toda-poderosa-Globo (derrubando, quase sempre, o já degastado "No limite"). Apesar dos bons índices consolidados, a final do programa ficou longe de ter um pico semelhante ao do final da "Casa dos Artistas", reality que foi um verdadeiro fenômeno pelo SBT (na sua primeira edição, em 2001, pico de 55 pontos), deixando até o "Fantástico" em mals lençois, e a Globo, como um todo, cheia de raiva. A final do reality da Record obteve pico de 31 pontos (e 36% de share), o suficiente para ser a audiência recorde da história da emissora.
O que esperar das próximas edições, em termos de audiência, eu não sei; no quesito qualidade: acho melhor nem opinar. Mas nem preciso dizer que, para mim, depois da primeira edição, acho "A fazenda", um programa que NÃO VALE A PENA VER... Não vale muito, não, mas se não houver nada melhor na Tv, e você estiver com paciência para o Britto Jr, arrisque-se...
PS.: Vale destacar, no aspecto musical, a confirmação do talento de Pedro, filho do cantor Leonardo; e da vice campeã, Danni Carlos (intérprete de uma das músicas presentes em meu abarrotado mp4). Além da revelação: Carlinhos - que até que é afinadinho. Ah, e claro, a confirmação de que Dado Dolabella é um cantor fraco, mas que merece o "Troféu Imprensa", e até o "Oscar" de "Melhor Ator", por sua atuação no programa. Com certeza, não forçarei o frágil HD do meu mp4 a armazenar o sucesso do rolex do pai do Dado (música que ele cantava na fazenda).
Estreou na Globo, no dia 29 de julho, a 4ª edição do reality "No Limite", com algumas mudanças, que a meu ver, não melhoraram nada. Primeiramente, irei comentar estas mudanças que surgiram nesta quarta edição. Pra começar, "No Limite" tem agora 20 participantes ao invés de 12. Creio que isto seja justificado por outra mudança - o programa é exibido quintas e domingos, e assim, dois participantes são eliminados semanalmente. A última, e desnecessária mudança, é que os competidores indicam duas pessoas para sair, e a palavra final é do público, por votação, tal como no "Big Brother".
"No Limite" é um reality que sabemos a intenção: Os competidores passam por provas desgastantes, situações absolutamente nada confortáveis, em busca do prêmio maior: R$ 500 mil reais. O 2° lugar ganha R$ 100 mil, e o 3°, R$ 50 mil. Vale lembrar que no reality "Big Brother Brasil", também da Globo, os participantes vivem confinados, mas em uma condição muito mais confortável, e o prêmio é de R$ 1 milhão de reais, o dobro de "No Limite". No quesito premiação, eu acho a Globo muito sovina. O antecessor de "No Limite" no horário, o "Jogo Duro", pagava no máximo R$ 30 mil, e seus participantes passavam por provas muito nojentas, mas bem, isso já fica para um outro post...
"No Limite", por ausência de mudanças interessantes, não vem bem na audiência como a Globo de fato esperava. O público vem preferindo acompanhar o reality da Record, "A Fazenda", que por ainda ser a primeira edição, é no mínimo, novidade. Vale comentar, que o programa da Record vinha tendo barracos, famoso atrativo nestes tipos de reality. O reality da Globo, comandado por Boninho e apresentado por Zeca Camargo, teve a estréia mais fraca da série, além de não ir cumprindo bem seu papel de abafar o reality da Record. "No Limite", geralmente, ganhava por 1 ou 2 pontos da Record nas médias consolidadas, e em vários momentos ficava atrás. No último domingo, dia 9 de agosto, aconteceu o que já era esperado, o "A Fazenda" ganhou bonito de "No Limite" (21 x 13, segundo o Ibope).
A Globo viu que o programa não estava nada bem, então Boninho se movimentou. A eliminação da última quinta-feira (13) foi a última com a participação do público no voto popular. O que era a principal novidade da edição (que repito, foi desnecessária), não deu certo. A quantidade de votos era baixíssima em comparação com as do "BBB" ("No Limite" vinha obtendo cerca de 150 mil votos, enquanto o "BBB" tinha número na casa dos milhões). Boninho quis deixar o "No Limite" com jeito de "BBB" com paredão e voto popular, fato. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, pelo menos foi o que o público deixou claro para ele, que então anunciou, via Twitter, que iria voltar ao formato original do programa devido aos pedidos do público.
Ainda sobre reerguer o "No Limite" (e para tentar não perder mais do reality da Record), já foi divulgado que, neste domingo (16), o programa terá a famosa prova de comidas exóticas, onde os participantes irão comer as saudáveis e nojentas iguarias, entre elas, os famosos olhos de cabra. Caros leitores, trocando em miúdos, até a novidade do "No Limite" é coisa antiga. Será que este reality já não chegou no limite? (se me permitem o trocadilho) Será que há mais por vir? Será que realmente vale a pena assistir? Será que os telespectadores vão deixar de ver o reality mais novo da TV nacional para ver o mais antigo reality da Globo"? Façam suas apostas.
A 4ª edição do programa trouxe "novidades" que não estavam no script da Globo. Boninho foi surpreendido com duas desistências femininas, por não aguentaram a falta de comida; além de uma eliminação proveniente de um dedo duro, que viu que seu companheiro havia levado remédios para a ilha, e sabendo que era proibido nas regras do jogo, o denunciou, gerando a eliminação automática do participante. O programa acabou trazendo novos participantes pra tampar os buracos. Nem isso deixou o programa mais empolgante. Para muitos, acabou soando negativo: Duas desistiram, um trapaceou... É Boninho, os tempos mudaram. Ah, e dizem as línguas afiadas, que uma das novas participantes é conhecida do Boninho... Mas isso já é assunto pra outros blogs falarem.
O que posso falar é de fatos. "No Limite" havia parado na 3ª edição por problemas legais. O reality estrangeiro: "Survivor", de formato igual ao "No Limite" se queixou de plágio e proibiu a exibição de novas edições do reality brasileiro. Para conseguir exibir a 4ª edição, a Globo comprou os direitos do programa. Mas veja bem: Ter os direitos do programa não significa que você tenha que seguir a risca o original; significa que você pode usar a idéia, ter um programa no mesmo formato, de mesmo objetivo. Já a Globo, sabe-se lá porque motivo, talvez uma crise de falta de criatividade, copiou a primeira tarefa da 18ª edição do "Survivor", que no caso é a atual edição do reality americano, e por coincidência, ou não, está sendo gravada aqui no Brasil, em Tocantins. Abaixo o vídeo da 1° prova da última edição do "Survivor", e se você viu a 1ª prova do atual "No Limite"(se não viu, por favor, procure no Youtube) vai ver que são absolutamente IDÊNTICAS:
Não tive o cuidado de verificar se o "No Limite" copiou mais alguma prova, ou todas, mas se você estiver com mais tempo que eu, vale a pena pesquisar no Youtube. Em minha humilde opinião, do jeito que está, "No Limite" NÃO VALE A PENA VER mais. Fiquem atentos aos próximos posts de [TV], vocês irão gostar.
Nos últimos dias, o SBT vinha exibindo ótimas chamadas de "Qual é o seu talento?", o novo programa da faixa de shows (horário das 20h) das quartas do SBT. Muito se prometia para a estréia. O programa é apresentado por André Vasco (ex VJ da MTV), e tem como jurados o quarteto polêmico, e ao mesmo tempo querido, conhecido de todos na telinha do SBT: Cyz Zamorano, Thomas Roth, Carlos Miranda e Arnaldo Saccomani. O programa estreou na última quarta (5), com apresentações interessantes: desde um estranho show de mágica até um coral, quase que de igreja americana.
Como de costume, os jurados geraram polêmica. Para variar ainda mais, foi a dupla que não quer saber de brincadeira: Saccomani e Miranda. O público ficou chocado quando Miranda não aprovou o artista Patrick BAM, que apesar de carismático, teria deixado a desejar. O choro do jovem rapaz de São Paulo mexeu com o público. Ainda não bastasse, duas transformistas, Vitoria e Lilica, foram dublar uma música com muito humor, e não foram aprovadas, desta vez, além de Miranda, Saccomani também as reprovou. O público novamente foi contra, pois, de fato, até os mencionados jurados se divertiram com a apresentação da dupla.
A busca por um talento incontestável, está traçada. O SBT parece que quer fugir das tentativas frustradas do "PopStar" (que revelou "Rouge" e "Br'oz", grupos que já não existem mais), e do "ídolos", que tanto no SBT, quanto na Record, não lançaram um astro que ficasse super conhecido no Brasil. Em "Qual é o seu talento?" os jurados são muito técnicos, e dão pouco espaço a emoção em suas decisões. Isso é ruim? De certa forma não. Diferente do que a escolha popular determina, os jurados se preocupam menos com a aparência do candidato, e mais com o talento. Cansamos de ver finalistas de programas, como o "ídolos", por exemplo, que por escolha do público tinham deixado artistas mais talentosos para trás, e estavam nas finais por serem "mais bonitos". Espero, sinceramente, que o ganhador do "Qual é o seu talento?" tenha, realmente, um talento indiscutível.
É do conhecimento de todos também, que o programa segue um formato mundialmente conhecido, do "Britain´s Got Talent", programa de muito sucesso que revelou recentemente, o fenômeno Susan Boyle. O que quem não viu a estréia do programa brasileiro não sabe, é que, já no primeiro programa, surgiu a nossa Susan Boyle! O limpador de vidros, de bela história de vida, Márcio Sena, que na verdade está mais para Paul Potts (um gordinho vendedor de celulares, que surpreendeu jurados e público, se revelando um perfeito tenor e vencendo a primeira edição do "Britain´s Got Talent").
É muito cedo pra se dizer muita coisa sobre "Qual é o seu talento?", e claro, Márcio Sena é um talentoso tenor, mas não posso julgá-lo um artista fenômeno. Desde já, considero um batalhador fenomenal por sua história de vida.
Posso dizer também, que "Qual é o seu talento?" supriu minhas expectativas iniciais, e foi um pouco mais além, primeiro por Márcio Sena, e segundo pela audiência. Em vários momentos, segundo os dados consolidados, "Qual é o seu talento?" foi vice na audiência isoladamente. André Vasco é simpático, jovem e tem estilo. Não me incomoda como apresentador, mas a opinião pública é dividida a seu respeito. Na minha humilde opinião, só lhe falta um pouco de experiência, até porque, ele só tem 24 anos. Creio que se continuar no SBT, André Vasco vai evoluir e, em breve, pode estar ainda melhor.
Em verdade, André Vasco não compromete a apresentação, até porque, 50% dela é feita pelos jurados, característica do programa que me agrada muito.
Se você não viu, assista. "Qual é o seu talento?" tem um formato que VALE A PENA VER SEMPRE. Basta saber se a nova aposta do SBT seguirá o mesmo rumo da versão britânica, sendo um sucesso. Se a audiência e repercussão dos próximos programas forem como da estréia, irá valer a pena ver até as próximas edições, que virão como consequência.
#Ficaadica: Procurem, no Youtube, o vídeo da exibição de Paul Potts no "Britain´s Got Talent", e a apresentação de Márcio Sena na estréia do "Qual é o seu talento?".
Abro mais uma coluna [Vale a pena comentar...] (a 3ª seguida!), pra falar de TV novamente, pois as emissoras nacionais não param de me surpreender. Primeiramente, o SBT, de Silvio Santos e Daniela Beyruti, que não pára de investir pesado, principalmente contratando profissionais da Record, sua atual principal concorrente. Depois de investir em apresentadores para novos programas, novelistas para melhorar a dramaturgia do canal, agora é a vez (finalmente) de algum investimento em jornalismo! Roberto Cabrini, que já pisou em todas grandes emissoras nacionais (Band, Globo, Record e o próprio SBT) está em negociação com o "homem do Baú".
Segundo Cabrini, ele ainda não se decidiu. A constante prejudicada, Record, preferiu afastar o jornalista de seu programa, o "Repórter Record". Roberto Cabrini, além de experiente e competente jornalista, é líder absoluto de audiência com seu programa na Record. O SBT está ligado e sabe o que faz, né? Parece que sim. Quem está dormindo há tempos é a "emissora do Bispo", que aos poucos perde grandes valores, e vê o SBT construir um império forte, com ótimas projeções. Vale a pena comentar também, que Gilberto Barros, carismático apresentador sem emissora, estaria negociando sua volta na TV com o SBT.
Mas não só pra falar da possível contratação de Cabrini abri esta coluna em plena madrugada. Hoje o domingo foi emocionante em termos de audiência dos canais. Confira o resumão dos acontecimentos:
A Record, com o "Tudo é possível", ficou com o 3° lugar em praticamente toda sua exibição, em contrapartida, o SBT ficou com a vice sufocando a Globo o tempo todo, e PASMEM, alcançou a liderança por um tempo considerável, com o "Domingo Legal" - Feito que há tempos não ocorria. Essa informação é referente aos índices de audiência do Rio de Janeiro, e também, de São Paulo. A aceitação de Celso Portioli no lugar do badalado Gugu está melhor que encomenda, não é, Silvio?
Ainda em audiência, o "Pânico na TV" alcançou por alguns minutos o posto de vice para a Rede TV (coisa que só ocorre quando o Pânico está no ar mesmo), ficando a 4 pontos da Globo. E o Bispo só não foi dormir triste porque o reality "A fazenda" ganhou do reality"No Limite" da Globo, nos índices prévios de audiência da Grande São Paulo.
São os canais abertos mostrando suas forças, e isso é muito bom, pois como eu já disse uma vez: audiências acirradas fazem as emissoras acordarem e buscarem mais qualidade e atrações novas. Já a poderosa Globo, teve um domingo que vai preferir esquecer - PERDEU para o SBT, PERDEU para a Record, e QUASE perdeu para a Rede TV - Não é pra menos, né?
Super guerra de audiência na TV brasileira VALE A PENA VER SEMPRE!